num vagão, é só o olhar. a postura. a linguagem corporal daquela pessoa. com sorte, teremos um livro com título interessante, ou o novo favorito da vida (com sorte). pronto, a bobagem já está feita. o que será que ela tem a dizer? será que a voz dela é suave? rouca? e o toque? ela tem jeito de que abraça apertado. de que pega nosso queixo e puxa pra um beijo assim, do nada. aí, ela caminha meio que na nossa direção e a gente sente o rosto queimar. ela passa e sentimos um perfume gostoso. eu sabia! tinha que ser cheirosa... se veste bem e é cheirosa, meu deus. então, as portas se abrem e ela vai embora sem realmente perceber a nossa presença nem nosso olhar a seguindo pelo outro lado da janela, até a perdermos de vista.
você virou meu amor de metrô, mas não te encontrei ali. foi numa tela. amigo de um amigo. ai, cara... foi de cara mesmo. pintinhas bonitas espalhadas no rosto, uma fraqueza minha. vamos ver as postagens, né? olha, que filosófico. viktor vrankl, jung. não é minha linha, mas não desdenho essas contribuições. concordo com muita coisa, na verdade. senso de humor parecido com o meu. reclamações parecidas também. olha, tem reels! você também não sabe sorrir diante de uma câmera. mas que voz macia! “r” paulista, mas sem o mesmo ritmo. o jeito que você sopra a fumaça do cigarro... intuição de que é cigarro de cravo (e mesmo assim aposto que estou errada). copiei algumas imagens, algumas citações. gente, que arte linda a dessa animação. mando mensagem? hum... mandei. depois de um tempo, a resposta. nervosa... olha, que coisa. minha mensagem foi errada e você não entendeu *facepalm* eu me expliquei, mas só fez eu soar como uma pateta. bom, mas eu sou uma pateta. não adianta querer parecer misteriosa e interessante. a verdade sempre escapa. não consigo parar de ver suas coisas, de ouvir o que você tem a dizer nos vídeos. *suspiro* queria ter o mesmo romantismo dos amores de metrô originais, mas o excesso de informação não permite. a sensação de falta de mistério arruína qualquer tentativa de romance, ainda mais com a minha limerência. ela faz é eu parecer uma psicopata.
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