de vista tranquila da janela
com palmeiras, conchas e sons
tenho essa musicalidade de ondas e vento
de graça da brisa e de beijo
eu sou mar
mudo de cores e texturas,
sem perder a identidade
tenho cheiro salgado com matos
e olhos de maresia e barcos
eu sou também outro mar
quando se aproxima
de isolamento, horizonte sem fim
agitações violentas
e gritos que só atingem o eco
eu sou também esse mar
de escuridão gélida
de vento cortante
de solidão sem solução
o mar...
esse não é para os fracos
que se inconformam com complexidade
que não sabem aceitar a não unidimensionalidade

Nenhum comentário:
Postar um comentário