“Cara... Tu és muito mole! Qualquer
coisa você chora. Não sabe racionalizar as coisas, não?”
(Sinto-me uma completa idiota ao
ouvir essas palavras)
“Bom, pensar é algo difícil pra ti.
Quando resolve pensar, só pensa merda e depois fica aí toda insegura, se
remoendo com bobagem.”
(Respiro fundo e olho para baixo)
“Não, olha nos meus olhos quando estou
falando contigo.”
(Obedeço)
“Por que o que os outros te falam não
basta? Acha que todo mundo é traíra? Mentiroso? Tu não fazes sentido, cara!
Olha isso! Por que tu achas que todo mundo é babaca e te acha uma burra?”
(Não aguento olhar naqueles olhos e
olho para baixo de novo)
“Tá, olha pra baixo, porra. Sua fraca...
Nem sei por que ainda falo contigo, parece que falo com uma parede! Responde,
mulher! Você não tem nada pra me falar? Nem que seja pra me mandar pra puta que
pariu, mas fala alguma coisa! (...) Ai, não tem jeito...”
(Penso em abrir a boca, mas morro de
medo de dizer a verdade... Começo a chorar)
“Ah, mas que caralho! Mas já tá
chorando? Para com isso! Não adianta que não vou passar a mão na tua cabeça nem
te abraçar agora.”
(Sabia... Odeio querer tanto isso...)
“Merda... Agora tu vais ficar magoada
com isso. Tu és muito rancorosa, vai à merda...”
(Engulo o choro e tento olhar para
frente normalmente, afinal, não posso me mostrar fraca como estão me chamando.
Passo a agir como se não fosse nada)
“Ficar com essa cara de bunda agora
não me convence. Sei que tu não vais mudar.”
(Finalmente abro a boca)
“Quer saber? Não vale a pena gastar
saliva contigo numa discussão inútil, tu não entendes nada mesmo... Vou
embora.”
(Estava cansada, então resolvi sair
da frente do espelho)
Depeche Mode - Wrong
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