Atendente da padaria: Bom dia, moça. Já escolheu?
Eu: Por favor, me vê um chocolate quente. (“Mesmo não estando tão frio hoje, os raios solares não estão alcançando meu coração, nenhum abraço é quente o bastante – e o abraço que quero não vou receber –, então pensei que talvez eu devesse tentar obter calor de dentro para fora”, pensei enquanto encarava o bule fumegante derramando minha fonte de calor humano artificial). E quero o chocolate simples mesmo, tá? Não gosto dessas frescuras que fazem de colocar chantilly, canela, pimenta e sei lá mais o quê... (“Preciso de um calor doce e puro, sem influências externas. Um calor da infância que conforte quando fecho os olhos para sentir melhor o sabor.” Ela coloca a xícara diante de mim no balcão, dou um gole e demoro com o chocolate na boca. “Ah, doce nostalgia...”).
Marisa Monte - Chocolate
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